Ponto que ainda causa polêmica e "cara feia" entre as corporações, a segurança em cloud começa a criar massa crítica, mesmo sem contar com práticas amplamente difundidas.
Investir em segurança como serviço é tocar um tema delicado na área de TI. Isso porque as corporações ainda veem com ceticismo a ideia de trabalhar com o tema na "nuvem", apesar de tanto prestadores de serviços como fornecedores investem pesado em soluções e na possibilidade de convencimento dos clientes corporativos.
"Em 2010 e este ano ficamos nos preparando, trabalhando os parceiros e os primeiros projetos. Existem paradigmas que precisam ser vencidos, o Governo e a área financeira ainda têm muita resistência. Mas hoje já posso discutir tecnologia, casos de sucesso e mesmo modelo de negócios", garante Nycholas Szucko, country manager da Zscaler, forncedora de segurança para web e de e-mail baseada em cloud computing.
Ele admite que no início do ano passado "começava perdendo de 2 a 0 na conversa com as corporações", porém o jogo virou principalmente para quem tenta difundir a prática. Como comparação, Szucko afirma que cloud chega a ser mais seguro que outros tratamentos de segurança. "O ambiente nos prestadores do serviço é muito mais bem montado do que os clientes têm em casa", argumenta.
Um desses provedores é a Arcon. "É uma plataforma fantástica e complementar. O cliente deve migrar com calma, experimentar, testar e explorar a plataforma. Mas segurança como serviço é a próxima grande onda", projeta Flavio Carvalho, diretor de serviços da Arcon.
Muros
Primeiro porque está casa vez mais complicado operar com uma equipe própria de segurança pela complexidade das ameaças e diversidade dos dispositivos de acesso à rede; "Esse contexto vai acelerar os serviços na plataforma de cloud, e os custos menores para a entrada no sistema também favorecem essa velocidade de migração", aponta Carvalho.
Quem pode migrar mais rapidamente são as empresas com múltiplos sites ou escritórios e aquelas que também adotaram a "nuvem" para atender a essa distribuição. Assim como as corporações que têm muitos colaboradores móveis e/ou que convivem com questões como sazonalidade - com necessidade pontual de aumento de infraestrutura de TI - também podem se beneficiar.
Mas será que existem outras vantagens na migração para cloud? "Com a defesa na "nuvem", as atualizações e a resposta a ameaças são muito mais rápidas do que no modelo tradicional. E como as corporações, em casa, não atualizam seus sistemas de segurança, também respondemos a isso", explica Szucko.
A modalidade de "pagar pelo uso" em segurança, segundo os especialista, será o grande apelo da prática em 2012. E mesmo a Kaspersky, que optou por uma abordagem com soluções híbridas - dentro e fora da "nuvem" - acredita no crescimento do mercado. "Estar protegido contra as complexas ameaças atuais da internet requer uma nova abordagem", aponta Eljo Aragão, gerente regional do Brasil da Kaspersky Lab.