Digital Natives: riscos vs resultado e inovação

Em maio de 2017, um jovem especialista foi entrevistado pelo Jornal Nacional na primeira noite do WannaCry. O jornalista que cobriu a matéria estranhou “a cara de novinho” e, como ele, o mercado ainda estranha e prefere as pessoas com mais experiência. Sem tirar o mérito delas, diversidade é fundamental para um time eficiente, inclusive a de idade.

Digital Natives são as pessoas que cresceram usando tecnologias digitais, independente do ano que nasceram. A partir dos anos 80, alguns Milleniums já seguiram esse padrão, mas os nativos digitais de “última geração” nasceram de 1995 para cá, a chamada iGen. Essa geração está tão habituada às tecnologias que elas nem parecem ferramentas externas, mas sim, parte vital do corpo. Isso faz com que elas pensem diferente e isso não é uma questão de opinião, mas de uma nova forma de processamento de dados e informações.

Para eles tudo é acelerado e para segurança digital timing é fundamental. Ter  um ou mais nativos digitais na equipe pode trazer agilidade na identificação de ameaças, bem como na de soluções, reduzindo o tempo da resposta a incidentes dentre outros ganhos. Eles trazem uma nova visão e isso também significa inovação para o setor de segurança. Mas para que isso de fato aconteça é preciso se desfazer do preconceito de que apenas pessoas mais velhas e experientes entendem o assunto. Dar espaço e voz à nova geração para que eles possam participar e propor, segundo a visão deles.

O Vale do Silício já entendeu isso muito bem. Empresas ligadas à tecnologia estão recrutando estagiários dentro das universidades visando contratá-los após sua graduação para vencer a concorrência do mercado por tais profissionais. Facebook, por exemplo, chega a pagar US$8,000.00 mensais para seus estagiários. Microsoft, Amazon, Google e Apple seguem o mesmo caminho, mas não são as únicas.

A melhor estratégia de gestão dessa geração é a mentoração. Tanto quanto um salário atrativo, eles valorizam as possibilidades de crescimento e aprendizado. Em um dos relatórios do Youtube, eles aparecem como usuários que mais utilizam o canal com a finalidade de aprendizado. E se essa geração processa dados de forma acelerada, eles também podem assistir aos vídeos de forma acelerada, conforme sua preferência.

Além de todas essas características, eles ainda valorizam a segurança. Isso faz deles um perfil ideal não apenas para o setor de segurança, mas como um colaborador mais cuidadoso com o universo digital como um todo, gerando menos risco às empresas. Compartilhe seu conhecimento e permita-se aprender com eles. Os resultados certamente virão!

 

New Call-to-action  

 

White paper Threat Intelligence